Mato Grosso:
Em Mato Grosso, esse apoio fortalece o agronegócio, estimula a expansão industrial, incentiva o empreendedorismo urbano e rural e contribui para a geração de empregos, sobretudo no interior.
Nesses 15 anos de atuação, o FCO tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento econômico da região. Já foram firmados cerca de 160 mil contratos, que somam mais de R$ 44 bilhões em financiamentos. Esses recursos são distribuídos por meio das linhas rural, empresarial, mulher e de infraestrutura, atendendo diferentes setores estratégicos.
Nesse tempo, o FDCO realizou mais de seis grandes contratos nos setores de geração de energia, ferrovia e reforma de mercado municipal, que somam mais de R$ 600 milhões em participação, com um aporte de mais de R$ 1 bilhão em investimentos na região.
“A Sudeco, o FCO e o FDCO são estratégicos para o desenvolvimento sustentável do Centro-Oeste e cumprem um papel importante na geração de emprego e renda na região. Os Fundos são fontes de financiamento muito relevante, especialmente para investimentos no setor agroindustrial.
Na agricultura, é importante ampliar o apoio a projetos de irrigação, pois, além de funcionar como um seguro rural em períodos de estiagem, isso também significa aumento de produtividade por hectare e menor pressão por abertura de novas áreas.
Já para a agroindústria, é fundamental fortalecer o incentivo à produção de biomassa a partir de florestas plantadas em áreas de baixo aproveitamento agrícola, gerando emprego, renda e segurança energética para a indústria do Centro-Oeste, especialmente para o setor de etanol de milho, que vive forte expansão”.
Otaviano Pivetta
Governador do Estado de Mato Grosso
Os 743 quilômetros de ferrovia vão contribuir para a redução de custos e a integração mais eficiente da região



Em um estado como Mato Grosso, onde a produção agrícola está entre as mais relevantes do mundo, a logística deixa de ser apenas infraestrutura e passa a ser um fator estratégico de competitividade. A distância entre o campo e os principais portos do país sempre representou um desafio estrutural, e é justamente nesse eixo geográfico que a ferrovia assume um papel transformador: reduzir distâncias econômicas, ampliar eficiência e dar previsibilidade ao escoamento da safra.
É nesse contexto que a Ferrovia de Mato Grosso (FMT), construída pela Rumo e que deve entrar em operação no segundo semestre de 2026, avança como um dos projetos mais relevantes de integração logística do país, conectando áreas produtivas diretamente aos grandes corredores de exportação.
A FMT é uma obra pioneira no país, autorizada pelo Governo do Estado de Mato Grosso, que está inserida no Novo PAC do Governo Federal e gerou cerca de cinco mil e quinhentos empregos na fase de construção. Seu financiamento combina diferentes instrumentos, incluindo recursos da Sudeco, por meio do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), além de debêntures emitidas com apoio do BNDES.
Nessa primeira fase, foram investidos cerca de R$ 5 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 500 milhões foram financiados pelo FDCO e destinados à construção de 162 quilômetros de ferrovia e um novo terminal, ampliando de forma concreta a competitividade logística do estado. O traçado conecta o Terminal de Rondonópolis ao novo polo logístico na BR-070, em Dom Aquino, fortalecendo o desenvolvimento regional de municípios estratégicos como Campo Verde e Primavera do Leste.
“O FDCO, no âmbito da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste, é estratégico para a Rumo e para a logística regional, na medida em que viabiliza financiamento de longo prazo para projetos estruturantes, permitindo ampliar e modernizar a infraestrutura ferroviária. Com isso, contribui para a redução de custos logísticos, o aumento da competitividade do agronegócio e a integração mais eficiente da região aos principais corredores de exportação do Brasil”, afirma a vice-presidente de Regulatório, Institucional e Comunicação da Rumo, Natália Marcassa.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckan, a Sudeco, por meio de instrumentos estratégicos como o FCO e o FDCO, tem papel fundamental no fortalecimento do desenvolvimento sustentável de Mato Grosso e de todo o Centro-Oeste.
A Secretária destacou que, somente neste ano, foram aprovados 239 projetos via FCO e que, em Mato Grosso, somam mais de R$ 1 bilhão em investimentos, contemplando tanto o setor empresarial quanto o rural. Isso demonstra a força desses fundos como indutores do crescimento regional, especialmente em um estado que cresce acima da média nacional e demanda infraestrutura, inovação e crédito para continuar avançando de forma equilibrada.
“Mais do que financiar projetos, a Sudeco contribui para interiorizar oportunidades e reduzir desigualdades regionais, apoiando iniciativas que agregam valor à produção, fortalecem cadeias produtivas e estimulam uma economia cada vez mais sustentável e integrada. O desenvolvimento do Centro-Oeste passa diretamente pela capacidade de investir em quem produz, empreende e gera riqueza na região.”
Mayran Beckman
Secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso